? FISCALIZAÇÃO. 2026 marca uma virada no rigor sobre a locação: com o avanço do Cadastro Imobiliário Brasileiro (o “CPF dos imóveis”), cruzamento automático de dados da Receita Federal e novas regras trazidas pela Reforma Tributária, aluguéis informais, contratos mal declarados e rendimentos “por fora” tendem a ficar muito mais expostos. A Receita passa a comparar informações de contratos, DIMOB, movimentações financeiras e dados patrimoniais, reduzindo o espaço para erro ou improviso. A recomendação é clara: contratos formalizados, valores corretamente declarados, escolha consciente do índice de reajuste e organização documental deixam de ser “boa prática” e viram item de sobrevivência para proprietários e imobiliárias que querem evitar autuações, multas e dores de cabeça em um cenário de fiscalização bem mais afiada.
?♂️ FLEX. A locação segue forte e deve ganhar ainda mais tração com o avanço do short stay premium, modelo de curta duração voltado a imóveis de alto padrão, bem localizados, mobiliados e com serviços completos. A demanda vem principalmente de profissionais em trabalho híbrido, nômades digitais e estrangeiros no Brasil, que priorizam flexibilidade sem abrir mão de conforto. Esse movimento reposiciona o mercado: retrofit, modernização e foco em experiência passam a ditar novos investimentos residenciais, especialmente em grandes centros urbanos e destinos turísticos consolidados.
??? PROFISSIONALIZAÇÃO. O relatório Emerging Trends in Real Estate 2026, da PwC em parceria com o Urban Land Institute, aponta que a locação entra em um novo ciclo de maturidade: a demanda segue forte, mas o jogo passa a ser gestão, eficiência e experiência do inquilino. Portfólios de aluguel ganham prioridade frente a ativos de venda, com foco em multifamily, locação urbana bem localizada e modelos flexíveis, enquanto tecnologia, dados e operação profissional deixam de ser diferencial e viram obrigação. O estudo destaca que proprietários e gestores que tratam locação como negócio estruturado (com controle de custos, adaptação de produto e visão de longo prazo) tendem a capturar melhor valor num mercado resiliente, porém cada vez menos tolerante ao improviso.